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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

" Ora, se vós (...) sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem? ( Mateus 7: 11)
Com as mãos cheias de cereais matinais, tentei espiar sorrateiramente alguns peixes no aquário do jardim. Talvez tenha sido a minha sombra na água... ou quem sabe não fui tão invisível quanto pensei. Enquanto me aproximava da grade, 15 enormes peixes dourados correram em minha direção, abrindo e fechando suas bocas freneticamente, na ávida expectativa de receber o alimento desejado.
Por que os peixes agitaram tão furiosamente as suas nadadeiras? Porque a minha simples presença acionou uma resposta condicionada em seus minúsculos cérebros de peixe, informando-os que eu tinha algo especial para lhes dar.
Ah! Se reagíssemos sempre assim com relação a Deus, e ao Seu desejo de nos dar boas dádivas -- com uma reação alicerçada em nossa experiência anterior com Ele,   que flui de um profundo conhecimento do Seu caráter.
O missionário William Carey declarou: " Espere grandes coisas de Deus. Empreenda grandes coisas para Ele." O Senhor deseja nos capacitar perfeitamente para aquilo que Ele deseja que façamos,  e nos convida a " nos achegar confiadamente" para encontrarmos graça e misericórdia em ocasião oportuna ( Hebreus 4: 16).
Quando nós, como filhos de Deus, vivemos pela fé, podemos ter uma grande expectativa e a confiança de que Deus nos dará exatamente o que precisamos, no momento adequado ( Mateus 7: 8-11). 


Cindy Hess Kasper

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Como Cristo Venceu a Amargura



Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça. (1 Pedro 2:23)

Ninguém foi mais gravemente injustiçado do que Jesus. Toda acusação contra ele era imerecida.

Ninguém teve uma vida mais honrosa do que Jesus; e ninguém foi mais desonrado do que Jesus.

Se existiu alguém com total direito de se sentir amargurado e vingativo, foi Jesus. Como ele se controlou quando canalhas, os quais ele tinha ajudado, cuspiram em sua face? 1 Pedro 2:23 nos dá a resposta.

O que o versículo quer dizer é que Jesus tinha fé na graça futura do julgamento de um Deus justo. Ele não precisou se vingar de tudo que sofreu, porque ele confiou sua causa para Deus. Ele deixou a vingança nas mãos de Deus e orou para o arrependimento de seus inimigos (Lucas 23:34).

Pedro nos dá um vislumbre da fé de Jesus para que possamos também viver dessa maneira. Ele diz, “Para isso vocês foram chamados [para suportar as provações pacientemente] … pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos” (1 Pedro 2:21). Se através da FÉ na graça futura Cristo venceu a amargura e o desejo de vingança, quanto mais devemos nós, que temos muito menos direito a murmurar de nossas aflições.

 John Piper

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Pai, perdoa-lhes




E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes. Lucas 23:34


            Pense na seguinte situação: Jesus está na cruz. Seus pulsos e tornozelos estão perfurados. Ele foi torturado, cuspido e açoitado.
            John White, que é médico, nos informa que “a tortura sem igual da crucificação consiste na sua sádica oferta de uma escolha entre dois horrores. Ficar dependurado com os braços estendidos durante horas produz câimbras nos músculos do peito, do abdômen e do diafragma. A respiração se torna difícil e dolorosa e a pessoa fica ameaçada de sufocação. Mas para encher os pulmões com ar é preciso levantar o corpo, transferindo o seu peso para o cravo que prende os tornozelos e lutando para ficar menos penso e poder se elevar mais. Quando a dor se torna insuportável, a pessoa volta às câimbras e à sufocação novamente.”(Ousadia na Oração, p. 189-190).
            Um historiador relatou que, às vezes, o crucificado ficava pendurado na cruz por dois ou três dias. Certamente Pilatos se admirou  de Jesus ter morrido em seis horas. Ele foi crucificado às 9 horas da manhã (Mc 15:25 _ a terceira hora dos judeus, contada desde o nascer do sol). Às 12 horas houve trevas sobre a Terra (Mc 15:33) e às 15 horas Jesus expirou (Mc 15:34).
            Tudo isso é necessário para lembrar-nos em que circunstâncias Jesus pediu que o Pai perdoasse Seus algozes. Incomparável! Uma oração que pede perdão para os ofensores. É um tipo de oração que raramente fazemos, não é verdade? Quando alguém nos ofende, o assunto da nossa oração é que Deus repreenda essa pessoa e a faça calar. Mas nosso Senhor diz que “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia” (Jo 15:18-19). A ignorância e a cegueira espiritual dos incrédulos devem ser lembradas por nós, a fim de usarmos de misericórdia para com eles.

            O exemplo de Jesus nos conclama a um nível bem mais elevado. Pedir que Deus perdoe os que nos ofendem é lembrar que Ele nos perdoa de erros maiores. Não estamos perdoando, estamos pedindo que Deus os perdoe. Se conseguirmos colocar isso em prática, certamente começaremos a ver mudanças em nós e naqueles que nos machucam. Não é fácil. Mas Jesus estava numa circunstância infinitamente mais difícil e conseguiu. Vamos tentar? Que tal experimentar?

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Pastor de estrelas



Por que, pois, dizes […] O meu caminho está encoberto ao Senhor…? —Isaías 40:27


Na primavera, os pastores de ovelhas levam os seus rebanhos das planícies para as montanhas. Milhares de ovelhas sobem às partes altas, para pastarem no verão.

Semana passada, minha mulher e eu cruzamos com um rebanho numa montanha. As ovelhas estavam descansando num prado junto a um ribeiro tranquilo — uma cena pitoresca que evocava recordações do Salmo 23.

Mas, onde estava o pastor? As ovelhas pareciam estar sós — até que algumas se separaram do rebanho e começaram a vaguear em direção a uma ravina distante. Ouvimos então um apito agudo vindo de cima. Levantando os olhos, vimos o pastor sentado no alto de uma colina, acima das ovelhas, montando guarda ao seu rebanho. Um cão montanhês e dois cães border collies estavam ao seu lado. Em resposta ao sinal do pastor, os cães correram colina abaixo e trouxeram as ovelhas desviadas de volta ao rebanho, que era o seu lugar.

Da mesma maneira, o Bom Pastor está guardando você. Embora você não possa vê-lo, Ele o vê! Ele o conhece pelo nome e sabe tudo a seu respeito. Você é a ovelha do Seu pasto (Ezequiel 34:31). Deus promete que buscará Suas ovelhas, apascentá-las-á de bons pastos e ligará as que se quebraram (vv.12,14,16).

Você pode confiar no atento cuidado de Deus.


O Cordeiro que morreu para nos salvar é o Pastor que vive para nos cuidar.


David H. Roper
Pão Diário

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Quando Deus Responde as Orações?


1 João 3:22–23

E aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável. Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.

Deus responde a oração de pessoas que guardam os seus mandamentos. Seus mandamentos se resumem nestes dois: 1) que creiamos no nome de Jesus, e 2) que nos amemos uns aos outros.

Portanto, Deus responde as orações de pessoas que creem em Seu Filho e que se amam.

Isso poderia significar duas coisas:

1. Que crer em Jesus e amar as pessoas é uma forma de tornar-se merecedor das respostas às orações. Isso não é verdade. Em primeiro lugar, porque você não se torna merecedor de nada por crer. Merecer algo é uma forma de mostrar o meu valor e colocar Deus em débito comigo. Isso não pode ser feito. Ele já é dono de tudo, e qualquer valor que eu tenha em mim é uma dádiva dEle. Você não pode ganhar algo de Deus dessa forma. Se você deseja Suas dádivas, você deve acreditar que elas são melhores do que qualquer outra e então confiar que Ele as dará gratuitamente àqueles que buscam servi-lO e não, o mundo.

Em segundo lugar, amar as pessoas não faz de você merecedor das bençãos de Deus, porque o amor já é uma obra de Deus em nós e não uma obra autossuficiente nossa por Ele. João ensina claramente que o amor é a evidência do dom da vida e não a retribuição ou pagamento pela vida.

O que João quer dizer quando ele fala que Deus responde as orações de pessoas que creem em Seu Filho e que se amam?

2. Ele quer dizer que a oração tem um desígnio, e se você não usá-la da forma correta, ela não "funciona" da forma correta. Qual é o desígnio da oração? A oração é projetada por Deus para ser o efeito da fé e a causa do amor.

Portanto, se nós tentarmos orar quando não cremos de verdade no nome do Seu Filho, a oração não "funciona" da forma que deveria. E se nós tentarmos orar quando nosso alvo não é amar, a oração também não "funciona" do jeito certo.

É por isso que "aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos". Não porque guardar Seus mandamentos nos faz merecer respostas de oração, mas porque a oração é projetada para dar poder no caminho da obediência. A oração é a forma através da qual Deus se coloca à nossa disposição quando estamos transbordando em amor pelos outros. Oração é o poder de amar. Portanto, se nosso objetivo não é amar, oramos em vão. A oração não é projetada para aumentar prazeres acumulados.

A oração é uma maneira de chamar Deus para estar do nosso lado ao fazer o que Jesus veio para fazer. "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar a nossa vida pelos irmãos." (1 João 3:16). É por isso que crer em Jesus e amarmos uns aos outros estão ligados como a forma de termos nossas orações respondidas. Crer em Jesus significa que nós admiramos a forma como Ele viveu e queremos ser como Ele. Você não pode crer em alguém e achar que a forma como essa pessoa viveu foi tola. Então, crer em Jesus necessariamente nos levará a amar os outros da forma como Ele amou. Crermos no nome de Jesus e amarmos uns aos outros são praticamente uma coisa só.

E já que Deus estava totalmente com Jesus com todo Seu poder e deu a ele toda a ajuda de que ele precisou, Ele também estará conosco quando nós crermos em Jesus e amarmos como Jesus amou. Então a razão pela qual Deus responde as orações daqueles que creem no nome de Jesus e amam os outros é que Deus ama exaltar Jesus.

Pela glória de Jesus e o poder de sua oração,

Pastor John.




John Piper

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Por que eu?

Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós...Romanos 5:8

            Perguntaram ao pastor britânico Joseph Parker: “Por que Jesus escolheu Judas para ser um de Seus discípulos?” Ele refletiu sobre a pergunta por um instante, mas não encontrou resposta. Finalmente, disse que tinha uma questão ainda mais confusa: “Por que Ele escolheu a mim?”
            Esta é uma pergunta que tem sido feita por séculos. Quando as pessoas reconhecem os seus pecados e são dominadas pela culpa, clamam a Jesus por misericórdia. Essas pessoas experimentam a alegria de saber que Deus as ama; que Jesus morreu por elas e que são perdoadas de todos os seus pecados. Isto é incompreensível!
            Eu também perguntei: “Por que eu?” Eu sei que os atos obscuros e pecaminosos da minha vida foram motivados por um coração pecaminoso, e ainda assim, Deus me amou! (Romanos 5:8). Certamente, eu não o merecia, era infeliz e indefeso, todavia Ele abriu os Seus braços e coração para mim. Quase podia ouvi-lo sussurrar: “Eu te amo mais do que você ama o seu pecado.”
            É verdade! Eu apreciava o meu pecado, o escondia e negava as suas consequências. Mas Deus me amou o suficiente, para me perdoar e libertar.
            “Por que eu?” Está além da minha compreensão. Mas sei que Ele me ama_ e ama você também!

David C. Egner
Nosso Andar Diário


Deus não nos ama por aquilo que somos, mas pelo que Ele é.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A Última Oração



E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou. Lucas 23:46

            As últimas palavras de uma pessoa talvez sejam a parte mais importante de toda a sua carreira terrestre. Na vida de Jesus não poderia ser diferente. Ao dizer, “ Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!”, o Senhor mostra-nos que O desespero deu lugar à confiança.
            O Cristo de Deus estava nos deixando mais este exemplo: como enfrentar a morte. Normalmente a morte é descrita como alguém que chega com uma foice que vem nos buscar na hora marcada. Isso dá medo! A Bíblia diz que um dos benefícios da obra de Cristo é que Ele nos libertou do pavor da morte (Hb 2:15).
            A maneira como Jesus enfrentou Seus últimos instantes serviu de “inspiração” para homens como Estêvão (At 7:55-60) e Paulo (Fp 1:2; 2 Tm 4:6-8). Os historiadores dizem que as últimas palavras de Lutero foram: “Nas tuas mãos, entrego o meu espírito; tu me remiste, Senhor, Deus da verdade” (Sl 31:5).
            Jesus encarou Seus últimos momentos com uma oração que ficou registrada a fim de oferecer consolo e segurança para Seus discípulos em todos os séculos. Muitos livros ensinam como viver, mas pouquíssimos ensinam como morrer. Para os que estão em Cristo, a morte não é um caminho escuro e incerto. Por isso, a morte não é um problema de quem parte, mas de quem fica. Em Sua última oração, nosso Senhor ensina-nos que a morte é simplesmente o momento em que o espírito volta para Deus, que o deu (Ec 12:7), e a carne para nada será aproveitada (Jo 6:63), pois logo entra em processo de decomposição.

            A certeza de que o nosso espírito será recebido por nosso Pai celeste deve estar na última oração que faremos na face desta terra. Amém.